No teatro de operação militar, um sinal de crise foi - TopicsExpress



          

No teatro de operação militar, um sinal de crise foi aprofundado. A evidência disso é que o Gabinete de Segurança Institucional, de forma incompreensível e ilógica, foi alijado das discussões do “gabinete de crise” montado pela chefona-em-comando das Forças Armadas, Dilma Rousseff, para tratar das manifestações contra o governo. O General de Exército José Elito, do GSI, ficou de fora das reuniões que Dilma comandou sobre o explosivo assunto. De uma delas, participaram até o ex-Presidente Lula da Silva, o marketeiro João Santana e Renan Calheiros (presidente do Senado), além dos ministros mais chegados. Pouco importa entender se o General Elito ficou de fora porque preferiu, não teve condições de comparecer ou porque Dilma não quis ele na delicadíssima conversa com alto comando petista. O fato importante foi o recado dado pelo General Elito, na hora em que se cogitou o emprego das Forças Armadas na repressão a vândalos politicamente orientados a colocar fogo no prédio da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Elito deixou claro que o Exército não seria empregado, alegando que os militares já estavam cansados de serem classificados pelos petistas de ditadores e torturadores, e sempre serem convocados nos momentos em que as coisas saem do controle. O gesto de Elito – que o desgastou ainda mais com a cúpula petista e a Presidenta Dilma – foi mais um recado direto da área militar contra o chamado “revanchismo petista”. Antes das passeatas aterrorizarem a petralhada, os militares já tinham avisado ao governo que não toleravam mais a aberta campanha de desgaste de imagem das forças armadas promovida pelos membros mais radicais da Comissão da Verdade – com a anuência e apoio de Dilma Rousseff. Diante da pressão militar nos bastidores, a Comissão teve de dar uma recuada, o que já gerou o pedido de saída de pelo menos dois membros. Sobre as manifestações populares, os militares adoram a postura da “observação”. Alguns comandantes de área, generais de quatro estrelas da ativa, já chegaram a empregar a expressão “preocupação com os graves acontecimentos”. Mas a posição mais comum entre os comandados do General Enzo Peri é a de que o Exército não vai interferir, ao mesmo tempo em que não vai aceitar provocações dos setores mais radicalóides. A inteligência militar, inclusive, manda outro recadinho ao governo, através de um General que não teve pudores de tratar do delicado assunto em ambientes abertos, fora dos quarteis. Os militares já teriam avisado ao governo que já sabem que as ações de violência e vandalismo das passeatas, no Rio de Janeiro, foram causadas por elementos à serviço da facção criminosa Comando Vermelho. Ainda na versão da caserna, o CV estaria agindo instrumentalizado politicamente, na tentativa de desmoralizar o movimento e forçar a entrada em cena das forças armadas. Por quem os bandidos seriam guiados politicamente os generais preferem deixar nas entrelinhas, para livre interpretação.
Posted on: Mon, 24 Jun 2013 22:44:41 +0000

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